POR QUE EU?

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As ruas de Jerusalém, por onde passava o cortejo, estavam tomadas pela multidão. Os olhares de todos dirigidos aos três homens condenados à morte. Cada um trazia pendurado no seu pescoço uma plaqueta indicando o crime que cometeram. Os dois primeiros condenados por crimes de subversão e morte. O terceiro trazia a inscrição: “Este é o Rei dos Judeus”.

Misturado à multidão estava um homem chamado Simão, natural de Cirene, norte da África. Possivelmente um prosélito (gentio convertido ao judaísmo) e que viera passar a Páscoa e oferecer sacrifícios em Jerusalém. Era comum aos viajantes arrumarem trabalho nesses dias, para custearem as suas despesas. Simão estava vindo do campo, da sua jornada de trabalho e foi tomado de espanto pela tocante e constrangedora cena. O terceiro “condenado”, o único com coroa de espinhos, em meio às chicotadas, cai extenuado, exausto. De repente, um soldado arrasta Simão e o obriga a tomar e carregar a cruz.

Talvez Simão tivesse perguntado: Por que eu? Há tanta gente aqui na beira da calçada, por que justamente eu fui escolhido? O que eu tenho a ver com este homem? Por que devo envolver-me? Passei o dia trabalhando no campo, estou cansado, meu corpo está suado e malcheiroso. Por que eu? As perguntas são muitas, mas os desígnios do Deus Soberano são inquestionáveis. Sem saber, Simão entrou para a história ao ajudar Jesus carregar a sua cruz. Sem perceber, participou da maior missão de resgate, de salvação da humanidade. Essa maravilhosa experiência mudou a vida de Simão e da sua família. A história diz que os seus filhos, Alexandre e Rufo, seguiram os seus passos.

Deus continua a fazer isto e, ao longo da história, eu e você somos retirados da multidão dos curiosos, alienados e
indiferentes para um envolvimento efetivo com a missão de Jesus neste mundo. É privilégio e honra tomarmos a
cruz de Cristo e segui-lo. Que a nossa missão, semelhante à de Simão, objetive sempre a salvação dos perdidos.

Pr. Valdemar de Souza