ÓRFÃOS FUNCIONAIS

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Quando você pensa num órfão, à sua mente vem a imagem de uma criança sem pais, desamparada e desprotegida? Você pensaria numa criança que tem pais, mora, come e veste-se muito bem e estuda em um ótimo colégio?

Recentemente, na matéria “Escola oferece serviços de faz-tudo para pais em São Paulo”, o UOL noticiou uma escola em que crianças de 4 meses a 6 anos permanecem das 8 às vinte horas, recebendo todas as refeições, banho e até corte de cabelo. E os pais ainda podem comprar papinha congelada para servirem no final-de-semana.

Será que uma criança que praticamente acorda na escola e só volta para casa quando já está dormindo sabe quem são seus pais? Será que nessa “família” está se desenvolvendo um relacionamento de amor e
comprometimento? Será que haverá vínculos emocionais entre “pais” e filhos?

No século vinte, cunhou-se o termo analfabetismo funcional para referir a situação de pessoas que, apesar de conseguirem escrever palavras e frases, são incapaz de ler compreensivamente ou escrever um texto curto e
simples sobre seu quotidiano.

Poderíamos, então, falar de órfãos funcionais: crianças a quem os pais suprem todas suas necessidades materiais, geralmente em excesso, mas não lhe dão atenção, amor, carinho… que não lhes dedicam tempo – em quantidade e qualidade – porque sempre estão fora e, quando estão em casa, ficam vidrados numa rede social ou na TV…

O que você acha que nossos filhos realmente precisam: o que de melhor o dinheiro pode comprar ou a presença de pais formando seu caráter, com valores e princípios cristãos, ensinando-os no caminho em que devem andar? Filhos são herança do Senhor, uma recompensa que Ele dá (Sm 127). Que seus filhos aprendam a amar Cristo por você.

Amor: isso não tem preço!

Pr. Wagner Lopes