O CRISTÃO E AS ELEIÇÕES

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Sabemos que as eleições são direitos garantidos a um povo, cuja nação é regida pela democracia. No entanto, inevitavelmente surgem perguntas: o cristão pode se envolver com política, elegendo ou sendo eleito? Aproximam-se as eleições em nosso país, com discursos acalorados, promessas, críticas e agressões. Como o cristão pode se preparar e participar adequadamente?

1. O cristão e a política. Há cristãos que se posicionam radicalmente contra a política porque desconhecem a sua abrangência, significado e importância. Muitos restringem política à vida político-partidária ou a pessoas que a exercem. No seu livro “Cristianismo e Política”, o Pr. Robson Cavalcanti, diz: “Não há nada tão cientificamente inexato e conceitualmente impossível do que a pretensão de ser apolítico… ser político é algo inerente à condição do ser humano… todo homem (incluindo o cristão) é sócio, do nascimento até a morte, de um organismo político”. A sua participação eleitoral é apenas uma das dimensões do ser político, e não esgota em si uma realidade muito mais abrangente.

2. O lugar e a participação do cristão. Seja como eleitor ou eleito, o lugar e o exercício do cristão objetivam cumprir a missão de glorificar a Deus e fazer diferença no mundo. Jesus orou: “Pai, não peço que os tire do
mundo, e sim que os guarde do mal” (Jo.17:15). Alienar-se na participação em um pleito eleitoral, além de omitir-se do dever cívico, significa descumprir a missão cristã entre os homens, no estabelecimento do Reino de Deus.

3. Discernimento do cristão. Antes de tudo o cristão deve ter uma consciência coletiva, social, visando as reais necessidades da nação. Mas também, discernimento na definição de candidatos que vivam e defendam os princípios e valores cristãos. Ou seja, representantes, cujo caráter e propostas reflitam uma conduta em defesa da vida, da família e da justiça social.

Como vemos, acima do privilégio, a responsabilidade. Assim, como cristãos devemos buscar a Deus em oração, crendo que o glorificaremos nessa missão, certos de que Ele fará feliz o nosso querido Brasil.

“Feliz é a nação, cujo Deus é o Senhor” (Sl. 33:12).

Pr. Valdemar de Souza