“NÓS SOMOS COMO CULTUAMOS”

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A frase no título do editorial é de Paul Jones, citada pelo pastor Michael W. Goheen no livro “A igreja Missional na Bíblia”. O culto público que acontece todo domingo é de aproximadamente de 1 hora e 30 minutos da nossa semana. Ao abordar sobre culto é
necessário entender que a integralidade da nossa vida é uma adoração a Deus. O culto que oferecemos a Deus nos finais de semana tem uma função importante na construção da nossa fé e consequentemente na prática de vida cristã nos demais dias. Uma das motivações equivocadas das pessoas virem para um culto público é “assistir” ao culto, e não se fala mais de “eu vim cultuar a Deus”. Em assistir ao culto, parece que me dá o direito de avaliar e gostar ou não gostar da celebração, assim, trilhando para
a adoração narcisista, buscando algo que me agrade ou que eu goste, e não um culto que venho motivado para oferecer e ofertar para Deus.

Ao citar a frase “nós somos como cultuamos”, Goheen está propondo um culto e uma adoração que estejam fundamentados constantemente na pregação e nas canções a crucificação e a ressureição de Jesus, o Cristo. O autor também sugere que a Ceia do Senhor e o batismo deixem de ser introvertidos, ou seja, uma espiritualidade para dentro com benefícios somente para os crentes, e passe a ser celebrado na perspectiva missionária. Como isso aconteceria? À medida que participo da Ceia do Senhor, devo ser inspirado a proclamar a crucificação e ressurreição de Jesus. O batismo é uma celebração não somente por que agora estou dentro, mas por que posso me comprometer em testemunhar a vida de Cristo em mim para os de fora.

Acredito que à medida que mudarmos a nossa perspectiva de cultuar a Deus, estaremos a caminho de uma igreja genuinamente missional.

Pr. Weslei Carvalho