LIVRE-ARBÍTRIO

postado em: Artigos | 0

O livre-arbítrio, basicamente, significa a capacidade do homem de decidir, de julgar, livremente. Foi sobre uma das faces do livre arbítrio do homem, especificamente no que se refere ao seu relacionamento com Deus, que Lutero e Erasmo de Roterdã travaram um longo e profundo debate.

A linha de pensamento de Lutero, que se fundamenta nas Escrituras, e que é a mesma do apóstolo Paulo, de Santo Agostinho, de Calvino e também de toda a Teologia Reformada, é a de que, desde que Adão e Eva pecaram, o homem não tem mais o arbítrio livre.

E em função do pecado, a natureza humana, que em Adão havia sido criada à imagem e semelhança de Deus, foi totalmente corrompida, de modo o homem, por si mesmo, deixou de ser capaz de decidir de forma contrária a essa sua natureza.

Desde a Queda, o homem só pode dizer “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5), de modo que de seu coração, que é desesperadamente corrupto (Jr 17.9), apenas podem proceder maus desígnios (Mt 15.19). Ele não é capaz de não pecar e de aproximar-se de Deus, que é santo.

É por isso que a salvação do homem é ato exclusivo de Deus, do soberano amor de Deus. É o Deus Espírito que regenera a natureza do homem, possibilitando-lhe, então, enxergar o Deus Filho crucificado em seu lugar e prostrar-se, agradecido, diante do Deus Pai. E assim o homem passa a ser livre, livre para glorificar a Deus e gozá-lo para sempre, para fazer a única vontade que é boa, perfeita agradável, a vontade do Deus todo-poderoso, do Paizinho querido.

Nunca fomos nós! Foi Ele que nos libertou das amarras do pecado, capacitando-nos para andarmos em sua direção. Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas! Aleluia!

Pr. Wagner Lopes