FIDELIDADE

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Aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada e os nossos corpos lavados com água pura (Hb 10.22).

Quem sempre cumpre sua palavra, não altera seu procedimento, não trai, é digno de confiança, é fiel. Por isso, quando conhecemos uma pessoa assim, num relacionamento afetivo, profissional, comercial, ou de outra natureza, e vamos percebendo que ela sempre se mantém com a mesma atitude confiável, passamos a ter paz e tranquilidade e queremos continuar nos relacionando com ela.

Afirmamos que Deus é fiel e totalmente digno de confiança e isso é uma verdade. Conhecemos o caráter de Deus, por meio das Escrituras, e, principalmente, em Cristo, e vemos que Ele não muda jamais, que Ele cumpre todas as suas promessas, que Ele não mente nem se arrepende. Por isso, podemos ter total paz e tranquilidade em nosso relacionamento com ele. E, ainda que, em determinadas situações, alguns possam se sentir decepcionados com Ele, esse sentimento não decorrerá de uma falha de Deus, mas apenas de expectativas que nós mesmos, de uma forma mística, criamos em relação a Ele.

Mas, e quanto a nós? Será que em nosso relacionamento com Deus temos nos mantido fiéis, constantes, em atitude digna de confiança? Será que o modo como temos agido quando tudo vai bem e, principalmente, como temos reagido diante de adversidades, tem demonstrado que somos dignos de Deus confiar em nós? Será que temos sido fiéis a Ele?

Quando nos analisamos com um pouco de atenção e sinceridade, reconhecemos que não somos dignos da confiança de Deus, pois somos falhos, fracos, e, por muitas vezes, não conseguimos fazer o bem que queremos nem deixar de fazer o mal que não queremos… Porém, Ele sabe todas as coisas. Conhece nosso íntima, sabe que falharemos e não cria falsas expectativas a nosso respeito. Ele sabe que não pode confiar em nós, que fraquejaremos e, como seus filhos, vamos desonrá-lo. Mas, louvado seja Deus, de eternidade a eternidade, pois Ele nos ama mesmo assim!

Então, o que nos resta nesse relacionamento com um Deus assim tão santo e compassivo? Prostrarmo-nos diante dele, em temor, louvor e gratidão, com um coração sincero, pedindo perdão pelas nossas falhas e ajuda para lutarmos contra elas, e rendendo-lhe graças porque, mesmo sendo indignos de estarmos em sua presença, Ele nos ama dessa forma tão maravilhosa e nos chama de filhos.

Uma ótima semana, bem pertinho de Deus!

Pr. Wagner Lopes