CADA CASA, UMA IGREJA

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Em tempos pós modernos, para uma maioria alucinada, Deus já não representa uma solução plausível para os problemas pois não atende às expectativas humanas de controle sobre a vida. Mas a verdade é que o descontrole do homem moderno sobre seu próprio destino é que não propicia o favor divino. Quando pensa em Deus, de fato está raciociando sobre a religião. Quando tem em mente o assunto da fé, na verdade cogita sobre crenças e modelos doutrinários.

Desde o século XIX começou a era da “editoração” ou gerenciamento humano – uma tentativa de instituir a “ordem” que nada mais é do que um experimento por parte do homem em estabelecer o comando e dar arrumação ao caos. Contudo, tal esforço só demonstrou a incapacidade do homem de controlar qualquer coisa. Como resultado o século XX se transformou na época do desassossego, a era do divã.

Ao mesmo tempo a igreja que prevaleceu, a histórica e institucional, não conseguiu responder às necessidades do homem. Antes colocou Deus na redoma dos dogmas, isolando a humanidade da mercê divinal. É claro que isso não se aplica à Igreja, corpo de Cristo, pois esta é viva, organismo dinâmico, marca sensível e operante na história. Surge naturalmente a pergunta: O que aconteceu para que essa Igreja viva não permanecesse em evidência? Minha conclusão: A Igreja viva saiu do aconchego da casa. Mas de que casa saiu?

A casa não é simplesmente o ambiente objetivo da moradia. A casa não é o mero espaço no qual se guarda os bens adquiridos ao longo de uma vida. A casa não é tão somente o CEP que identifica o CPF a que ali está relacionado. A casa é muito mais do que o lugar geográfico onde moram os Silva ou os Santos. A casa é o que nunca deixou de ser, mas que perdeu o que era.
A casa é a localidade da redenção. A casa é o espaço da amizade. A casa é a terra do perdão e da cura. A casa é o local da adoração. A casa é o DNA do Reino, é a fachada da esperança, é o palco do rítmo, da melodia e da harmonia. A casa é onde tudo começou. É o Jardim Formoso, onde Deus colocou homem, mulher e por meio deles, filhos e herdeiros. Por isso a casa é fé, esperança e amor. A casa é uma Igreja, corpo vivo, força para viver e salvação para o mundo. Minha casa, minha igreja, só!

Pastor Jonatas Liasch